A Calvície



Nesta página, você terá noções básicas sobre o transplante capilar com a técnica FUE.
 
FUE – Transplante Capilar sem cicatriz linear
Saiba tudo sobre a técnica de extração de unidades foliculares (FUE) com a Clínica pioneira na utilização da técnica FUE no Brasil. Técnica essa que permite a realização do transplante capilar, sem a  necessidade de incisão (corte) e consequente cicatriz.

O QUE É FUE?

FUE é um termo em inglês que significa Follicular Unit Extraction ou em português, Extração de unidades foliculares.

É um método de se obter cabelo da área doadora para o transplante capilar no qual as unidades foliculares são removidas uma a uma diretamente da área doadora, sem a necessidade de incisão, portanto não existe cicatriz linear.

É importante deixar claro que a FUE não se trata de uma “nova técnica de transplante capilar”, apenas uma nova forma de obter os folículos que serão transplantados (ao invés do corte, eles são removidos um a um).


A CLÍNICA RUSTON e o FUE

a Clínica Ruston foi a pioneira na técnica de FUE no Brasil, já que a realizamos desde 2009, com mais de 500 casos operados até agora, nas mais variadas indicações. Hoje em dia, do total de cirurgias, cerca de 50% são pela técnica FUE e esse numero vem crescendo ano após ano.

O aumento da procura deve-se ao fato de não haver corte nem cicatriz, mas também ao avanço que a técnica FUE sofreu nos últimos anos.


A TÉCNICA FUE

A unidade folicular a ser removida é selecionada pelo cirurgião. Um pequeno punch é posicionado e uma pequena incisão circular ao redor do mesmo é realizada. Essa incisão é feita até a metade da altura em que se encontram os bulbos (raízes) capilares e em seguida a unidade a é extraída com auxilio de pinças delicadas.



Os pequenos orifícios se fecham em cerca de 3 dias e o aspecto volta a ser de um cabelo raspado maquina 2 já no quinto dia.


Dia seguinte (esquerda) e após 5 dias de cirurgia pela técnica FUE (punch de 0,8mm)


SISTEMA MANUAL OU MOTORIZADO PARA FUE?

O FUE pode ser realizado manualmente, com o cirurgião rotacionando um cabo acoplado ao puch.


Técnica FUE – extração manual


Ou com sistema motorizado, em que o micropunch é acoplado num sistema de baixa rotação.


Técnica FUE – extração motorizada (utilizada na Clínica Ruston)



Na Clínica Ruston utilizamos o sistema motorizado com punches cortantes de 0,7 a 0,8 milímetros de diâmetro. Esses punches são muito finos e não causam cicatrizes arredondadas como os punches 1,00 milímetro ou maiores.




Cabelo raspado após FUE com punch de 0,8 milímetro (esquerda) X cabelo raspado após FUE com punch de 1,0 milímetro (notas as cicatrizes arredondadas)

A recuperação da área doadora ocorre em 2 dias, com o fechamento total dos pequenos orifícios e a aparência está perfeita com 5 dias.


PARA QUEM ESTÁ INDICADA A TÉCNICA FUE?

A técnica de FUE pode ser indicada para quaisquer casos de transplante capilares, porém em alguns casos ela é particularmente indicada, tais como:

  • Para pacientes que não aceitam cicatriz no couro cabeludo, mesmo que essa seja fina e camuflável pelos cabelos ou que queiram utilizar os cabelos muito curtos após a cirurgia (máquina zero a 3).
  • Para pacientes que têm aversão ao corte ou à cicatriz
    - Para tratar pequenas área de calvície
    - Para correção de cicatrizes alargadas de couro cabeludo decorrentes de transplantes anteriores (remove-se com FUE e transplanta-se dentro das cicatrizes)
    - pacientes sem elasticidade de couro cabeludo (às vezes por já ter realizado a técnica convencional previamente)
    - correção de falhas na área da barba ou quaisquer locais do corpo que necessitem de pelos (sequelas de face lift, queimaduras, etc...)
    - pacientes que foram submetidos à varias cirurgias pela técnica convencional e a mesma está exaurida, sem condições de nova remoção em faixa
    - pacientes com área doadora muito rala (rarefeita), em que uma cicatriz se tornaria muito evidente.


    FUE x FUT (TÉCNICA CONVENCIONAL)

    Na técnica convencional (FUT), remove-se um fuso de couro cabeludo, que após seu fechamento, resulta numa cicatriz FINA e totalmente camuflável pelos cabelos adjacentes com mais de 1,0cm de comprimento.


    Técnica convencional (FUT) – remoção faixa e posterior separação microscópica das unidades foliculares

    Essa faixa de couro cabeludo segue então para a seção de separação, onde, com microscópios de alta potencia, as unidades foliculares são separadas. Na Clinica Ruston, essa dissecção microscópica na técnica FUT envolve 8 microscópios e 10 pessoas no total.


    Foto equipe na técnica convencional (FUT) – 10 pessoas

    Já na técnica FUE, as unidades foliculares contendo 1, 2 ou 3 fios, são removidas uma a uma.

    Neste procedimento, um cilindro metálico oco, denominado punch, muito fino , que varia em diâmetro de 0,7 a 0,9mm de espessura é utilizado para realizar uma pequena incisão circular na pele ao redor de cada unidade folicular, que, na sequência, é diretamente extraída do couro cabeludo.


    Extração e remoção simultâneas pela técnica FUE – sistema motorizado

    Por extrair unidade por unidade, ao invés da técnica convencional de remoção em faixa de couro cabeludo, o procedimento é minimamente invasivo e necessita de uma equipe menor. Na Clínica Ruston utilizamos apenas 2 microscópios para lapidar as unidades, separá-las e supervisionar uma a uma antes da colocação.


    Foto da equipe de FUE – menor – 4 pessoas


    Vantagens da extração de unidades foliculares (FUE)

  • Ausência de uma cicatriz linear para aqueles que querem usar cabelo bem curto ou totalmente raspados
  • Menos desconforto e ausência de dor no pós-operatório
  • Possibilidade de retornar à atividade física intensa já no dia seguinte, devido ao menor tempo de cicatrização da área doadora
  • Possibilidade de obter cabelo mais fino da região da nuca para ser utilizado na área frontal (hairline) para proporcionar aspecto de penugem e perfeição ao resultado
  • Possibilidade de obter cabelo de outras áreas: barba, tórax, etc.
  • Possibilidade de corrigir uma cicatriz alargada de uma cirurgia anterior sem necessidade de uma nova incisão
  • Possibilidade de realizar transplante mesmo nos pacientes com couro cabeludo sem elasticidade ou que têm tendência a cicatrizes alargadas ou hipertróficas
  • Uso em procedimentos corretivos para remover ou diminuir “tufos” transplantados no hairline
  • Uso em casos em que a área doadora está “exausta” e exaurida por cicatrizes de cirurgias anteriores


    Desvantagens da FUE em relação à técnica convencional (FUT)

  • FUE é mais cara que FUT
  • Maior tempo de cirurgia. Para uma sessão de 1.000 utilizando FUE, leva-se o mesmo tempo que uma sessão de 3.000 utilizando FUT
  • Necessidade de raspar o cabelo com máquina número 1, portanto maior visualização do pós-operatório
  • Menor numero de unidades foliculares POR SESSÃO na FUE quando comparada a técnica convencional (FUT) – cerca de 30% a menos.
  • Nem todos os pacientes são bons candidatos, como por exemplo, os que possuem alta taxa de transcecção, o que não seria problema algum na técnica convencional
  • Impossibilidade de transplantar o fio mais longo: na FUT o fio pode ser transplantado em qualquer comprimento enquanto na FUE ele é transplantado com 1,0 milímetro.


    Vantagens da técnica convencional (FUT) em relação a FUE

  • maior quantidade de folículos por sessão: numa única sessão de FUT, conseguimos de 3.500 a 4.000 unidades foliculares, o que somente seria possível com duas sessões de FUE
  • menor visibilidade do pós-operatório: como na técnica FUT, não há necessidade de rasparmos os cabelos, o pós-operatório é imperceptível, podendo o paciente retornar às suas atividades normalmente sem que ninguém perceba.


    Indicações da FUE

  • Quaisquer casos de transplante capilar
  • Tendência à cicatrização alargada ou hipertrófica
  • Correção de cicatriz alargada de cicatriz anterior
  • Se o paciente não aceitar cicatriz linear, nem que esta seja fina e camuflável


    Indicações da FUT

  • Para gigasessões onde um grande número de unidades foliculares é desejado EM APENAS UMA SESSÃO, pois no caso da FUE seriam necessárias duas a três sessões
  • Pacientes com taxa de transcecção muito alta. Geralmente cabelos crespos.


    Tabela FUE X FUT

      FUE FUT
    Cicatriz sem com
    Desconforto Pós-operatório sem com
    Quantidade de Cabelos 30% a menos 30% a mais
    Visibilidade Pós-operatório maior quase invisível
    Tamanho do Fio Transplantado curto (1,0 mm) longo
    Raspar a Cabeça sim não













    Porquê a Clínica Ruston ainda não utiliza o Robô Artas?

    Nós da Clinica Ruston estamos muito familiarizados com o Robô Artas e temos acompanhando de perto sua evolução, desde a sua criação até os dias de hoje.

    Participamos com frequência de workshops cirúrgicos onde o Robô Artas é utilizado bem como visitamos com frequência colegas internacionais que o utilizam em suas clinicas e temos observado seus resultados, suas indicações e suas limitações.

    Ou seja, por acreditarmos em seu potencial e por se tratar de um aparelho de alta tecnologia, temos acompanhado bem de perto seu desenvolvimento.


    E nossa conclusão nesse momento é:

  • Mais cicatrizes e mais fibrose: com o ARTAS robô o processo de cicatrização e recuperação da área doadora não é tão bom e rápido como o visto com o uso de punches cortantes, pois o ARTAS utiliza o sistema blunt, ou seja, punches cegos. Os punches cegos (dull punches) também produzem mais fibrose que os punches cortantes utilizados em nosso serviço e na grande maioria dos serviços que realizam FUE (sharp punches)
  • Maior calibre dos punches: Enquanto nós utilizamos punches que variam entre 0,8mm e 0,9mm, o ARTAS utiliza punches de 1,00mm. Alem disso, o Artas possui, alem do punch interno, um outro externo que serve de guia e esse é ainda mais calibroso, gerando um orifício de cerca de 1,3mm, comparado a 0,8mm a 0,9mm dos punches cortantes utilizados em nosso serviço, ou seja, cerca de 30% a mais de cicatrizes.
  • Impossibilidade de extração das regiões laterais: o ARTAS não consegue extrair os folículos das regiões laterais que é uma excelente fonte doadora. Ele apenas aproveita os folículos da parte de trás da cabeça, limitando assim a área doadora.
  • O ARTAS não pode ser usado para remover folículos de outras partes do corpo como barba e tórax
  • Não é possível realizar o ARTAS raspando em faixas, ou seja, utilizar os cabelos superiores para cobrir a área raspada e camufla-la. Isso às vezes limita o uso estético, já que com o ARTAS a área raspada deve ser obrigatoriamente extensa.
  • Não é possível utilizar o Artas para cabelos brancos
  • Alta taxa de transecção em cabelos crespos
  • As unidades foliculares obtidas pelo ARTAS possuem menor tecido ao redor dos bulbos, deixando-os mais vulneráveis a desidratação e trauma, aumentando assim as chances de baixa integração dos enxertos.
  • A posição do paciente é desconfortável, gerando maior fadiga e cansaço para o mesmo.
  • Impossibilidade de sedação mais profunda Sendo assim, nós continuaremos acompanhando de perto o desenvolvimento, tanto da técnica FUE como do robô e não hesitaremos em utilizá-lo caso, algum dia, consideremos que ele seja superior a mão humana, mas nesse momento, estamos convencidos de que nossos resultados com punches cortantes e aparelho motorizado superam os resultados obtidos pelo ARTAS, bem como preservamos mais a área doadora.

    É bom lembrar que FUE NÃO É UMA NOVA TÉCNICA DE TRANSPLANTE CAPILAR e sim UMA NOVA FORMA DE EXTRAÇÃO e obtenção das unidades foliculares que serão utilizadas no transplante capilar.

    A forma de transplantar é a mesma na FUE que na técnica convencional. O que muda é apenas a forma de obtenção.


    Utilização de pêlos de outras partes do corpo

    Como na técnica FUE NÃO HÁ CORTE, não há cicatriz, portanto podemos remover pelos de outras partes do corpo, tais como BARBA ou tórax.

    Esses folículos podem ser utilizados para correções da própria barba ou como complemento para tratamento de calvície, ou seja, quando não mais existe área doadora de folículos no couro cabeludo.

    Nesses casos, os pêlos da barba, por serem muito mais grossos, JAMAIS podem ser utilizados na zona frontal, onde é necessário maior refinamento estético e fios mais finos. Os fios da barba são excelentes para adensar áreas de rarefação do meio e da coroa, devendo ser distribuídos de forma homogênea e esparsa misturando-os com os fios do couro cabeludo.


    Note a diferença de espessura entre o fio do couro cabeludo (esqueda e centro) e da barba (direita)


    Técnica FUE da Barba



    Perguntas frequentes sobre FUE:


    Quantas sessões de FUE o paciente pode fazer ao longo da vida?

    O FUE bem feito é aquele em que retiramos o máximo de folículos, porém continuamos sem conseguir ver o couro cabeludo. Esse numero varia muito de paciente para paciente, dependendo da densidade capilar da área doadora (numero de folículos por centímetro quadrado). Alguns pacientes possuem 100 fios por cm2, enquanto outros possuem menos de 50 cm2. A espessura dos cabelos também altera esse numero, ou seja, quanto mais grossos os fios, maior o numero de unidades que podem ser extraídas e o percentual de unidades de 3 fios também é relevante. Fazendo uma analogia com uma floresta: quanto mais perto uma árvore da outra, mais grossas forem as arvores e maior o percentual de arvores de 3 galhos, maior o numero de arvores que podem ser removidas sem que se veja o chão.
    Geralmente conseguimos realizar 3 sessões (2 grandes e uma menor). A partir daí há o risco de deixar a área doadora rarefeita (onde se pode ver o couro cabeludo). O numero total de unidades varia conforme os critérios acima ,mas está entre 3.500 (calvícies mais extensas com área doadora pequena) a 10.000 (excelente área doadora) nas 3 sessões.Um cirurgião capilar experiente na técnica FUE, após microscopia, poderá dar uma noção bem aproximada de quantas unidades podem ser extraídas no total no seu caso.


    Posso fazer duas sessões de FUE EM DIAS SEGUIDOS e obter maior número de folículos?

    Sim, você pode. Não é interessante que na cirurgia de FUE a unidade folicular permaneça mais de 6 horas fora do corpo, ou seja, entre sua extração e seu transplante para a zona calva, não se pode ultrapassar 6 horas. Então, nos casos em que desejamos realizar grandes sessões de mais de 2.000 unidades foliculares, é prudente que se divida em mais sessões, que podem ser realizadas em dias seguidos ou com intervalos maiores.


    Para ter maior volume posso combinar as duas técnicas no mesmo dia?

    Alguns cirurgiões utilizam a técnica combinada com bons resultados. Na Clínica Ruston nós não a realizamos pelas seguintes razoes: tempo muito prolongado de cirurgia, causando fadiga ao cirurgião e paciente desnecessariamente (pois podemos realizar as duas etapas em dois dias consecutivos; chance de redução da integração dos folículos devido ao longo tempo fora do corpo (tempo entre a extração e o retorno ao couro cabeludo), aumento dor risco cirúrgico e também porque não temos grande procura por técnica combinada, pois quem quer utilizar os cabelos raspados opta pela técnica FUE e quem não liga para a cicatriz linear opta pela técnica FUT.


    Qual a profundidade que a raiz é extraída?

    O bulbo capilar (raiz), encontra-se localizado cerca de 3,0 milímetros abaixo da epiderme (pele). Como não podemos correr o risco de lesar as raízes, a perfuração com o punch deve ser 1,0mm acima disso, ou seja, 2,0mm de profundidade.


    Qual é a taxa de perda de raízes na técnica FUE quando comparada a técnica FUT?

    Existe uma grande diferença entre transecção e PERDA. Transecção é quando, ao extrairmos uma unidade de 2 fios, pegamos apenas uma raiz, ou quando extraímos uma unidade de 3 fios, pegamos apenas 2 ou 1 raízes. Já a PERDA ocorre quando lesamos uma raiz ou quando a extraímos e devido a dano mecânico ou ressecamento, essa raiz, quando transplantada, não nasce. Isso é evitado manuseando-se com muito cuidado as unidades sob visão microscópica e mantendo-as sempre imersas em solução fisiológica a 4 graus ate o momento de seu retorno ao couro cabeludo. Não há problema algum na transecção já que da raiz que não foi removida, crescerá um novo fio que inclusive ajudara a camuflar a área doadora. O que ocorre quando a taxa de transecção é alta, é que temos um baixo percentual de unidades de 3 fios.





    Posso ter certeza de que os cabelos transplantados pela técnica FUE jamais cairão?

    SIM, desde que seja respeitada a zona de segurança, que nada mais é que a zona que contem os cabelos que não possuem o código genético para a calvície. O risco esta nos pacientes que ainda não têm sua calvície estabelecida. Nesses casos pode-se remover de uma área que cairá no futuro, como por exemplo, da porção superior da coroa. Um cirurgião experiente, com muitos anos de prática na área, saberá, através de seu exame microscópico e de seu histórico familiar, qual é a sua zona de segurança e removendo dentro dessa zona os fios JAMAIS cairão.






    Acima: Cabelos secos à esquerda x cabelos molhados à direita. Notar a zona segura (densa). Abaixo: marcação x extração dentro da zona de segurança








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