Todos os dias respondemos inúmeras questões sobre o tratamento com finasterida, principalmente sobre sua eficácia e seus efeitos colaterais. Tentaremos responder aqui as dúvidas mais comuns e freqüentes.
Boa leitura,
Dr. Antonio Ruston.
Para entender como a finasterida funciona, você precisa primeiramente entender como a calvície funciona, então vamos lá.
Todos os fios de cabelos caem, pois possuem um ciclo de vida. Porém quando eles não possuem o código genético para a calvicie, 'a medida que caem, outro exatamente igual está sendo reposto no mesmo lugar. Por isso você vê escovas de cabelo de mulheres ou de homens bem "cabeludos" , cheias de cabelo.

Diferentemente, os fios que possuem o código genético para a calvície, quando caem não são repostos.
Porem sua queda é diferente dos demais, pois eles não caem grossos como fios de cabelos normais.
Os fios que possuem o codigo genetico para a calvicie, possuem em suas raizes, receptores para um hormonio que se chama dehidrotestosterona. Esse hormonio, se liga a esses receptores fazendo com o que o fio enfraqueça gradativamente e vá enconhendo até se transformar numa penugem invisivel a olho nú, que quando cai nao é reposta.

Observe imagem microscópica de couro cabeludo (aumento de 50xx)
Note o processo de atrofia dos fios de uma mesma área.

A finasterida age bloqueando o receptor para a dehidrotestosterona, fazendo o processo parar.
Em alguns casos, dependendo da fase de miniaturização que o fio se encontra, fazendo com que o mesmo engrosse, dando a impressão de que cresceu cabelo (vide fotos abaixo).

Então, devemos primeiramente detectar se a calvície é androgenética ou não, isso é, se ela tem componente hereditário. Isso só pode ser detectado realizando-se uma microscopia do couro cabeludo, que mostra o percentual de fios que estão em fase telógena ou em fase de miniaturização.
Se a calvície androgenética já tiver iniciado, independente da idade do paciente, já está indicada a terapia clinica que tem o intuito de RETARDAR A EVOLUÇÃO E PROGRESSÃO DA CALVÍCIE, já que os fios predispostos geneticamente para calvície irão cair um dia independente do tratamento.
Em linguagem leiga: se um fio esta predisposto geneticamente para a calvície, ele sofrerá um processo de encolhimento e miniaturização ate cair definitivamente, independente do tratamento que se faça.
A finasterida “segura” e mantém esse fio, retardando sua queda, porem um dia, mesmo usando a finasterida ele irá cair.
É importante saber que a finasterida “funciona” para 87 % dos pacientes e portanto 13% dos pacientes não respondem ao tratamento.
Como sua ação só é notada com 3 a 4 meses de uso, a única forma de saber se você esta entre os 87% que respondem ou não é utilizá-la por cerca de 4 meses e retornar ao mesmo médico para nova analise fotográfica e microscópica. De posse das novas imagens, ele poderá lhe mostrar se a finasterida está ou não funcionando para você.
Se estiver funcionando, você deverá utiliza-la ate o momento em que ela não fizer mais efeito. Isso mesmo, o efeito da finasterida dura em media de 4 a 5 anos. Após esse período ela para de funcionar e os fios cairão.
Ela é um importante coadjuvante do transplante capilar. Imagine o seguinte: você realiza uma cirurgia em que 5.000 fios são transplantados. Os fios transplantados nunca mais caem, porem os seus, que possuem o código genético para a calvície continuam caindo.
Se em 1 ano, você perder 5.000 fios de cabelo, quando você retornar para as fotos pos-operatorias terá a impressão de que a cirurgia “ não funcionou” e não teve efeito, portanto ela deve ser tomada independente do tratamento cirúrgico.
A cirurgia dará volume e a finasterida evitara a progressão da calvície, retardando portanto a necessidade de novas sessões.
Veja alguns casos a seguir:
Caso 1: somente tratamento clinico com finasterida por 1 ano. Note que não houve progressao da calvície e que houve um discreta melhora na região marcada.

Caso 2: somente tratamento clínico – 1 ano de tratamento – melhora significativa na área de penugem. Mas note que onde estava calvo continua calvo.

Casos 3 e 4: finasterida + transplante capilar – após 3 e 6 meses respectivamente da cirurgia. Note que as áreas marcadas NÃO foram transplantadas, apenas as áreas centrais da coroa. A finasterida ajudou a fechar a coroa e impediu o avanço da calvície.


Caso 5: finasterida + transplante capilar. Um ano após a cirurgia (2 anos de tratamento com finasterida ininterruptamente)

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