| O
QUE É / HISTÓRIA
Também chamado erroneamente
de Implante de cabelo, implante de cabelos, implante capilar,
implante, etc...
Implante: material artificialmente elaborado
que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica,
de modo a fazer parte integrante dela.
Portanto, a palavra implante de cabelo ou de cabelos, somente
estaria correta de ser utilizada se estivéssemos
nos referindo a implante de fios sintéticos.(ou p.ex.
implante de silicone = colocação de protese
de mamas)
Já Transplante: transferência,
de um organismo para outro, de tecido (p. ex.: medula óssea,
pele, cabelos,..) ou de um órgão ou parte
dele (coração, pulmão, fígado,
rim etc.) a fim de compensar ou substituir uma função
perdida.
Portanto, o termo correto é Transplante de cabelo
ou de cabelos.
Como na técnica de transplante capilar, removemos
de um indivíduo para transplantar no mesmo individuo,
o correto mesmo seria auto-transplante capilar.
Esta técnica é composta de três
etapas: primeiro, remoção de uma
área doadora do couro cabeludo- que não contenha
o código genético para a calvície;
segundo, divisão da área retirada em unidades
de 1, 2 e 3 fios; e, finalmente, o transplante dessas unidades
para a área receptora calva.

Como os fios transplantados não
contém o código genético para a calvície,
eles nunca mais cairão. Portanto, o resultado do
autotransplante capilar é para a vida toda.
Então uma pessoa não pode utilizar os cabelos
de outra para a cirurgia ?
Exatamente. Não é a resposta, pois haveria
rejeição do organismo aos fios transplantados
e esses não nasceriam.
A
História do Transplante Capilar
A moderna técnica de transplante
capilar amplamente utilizada nos dias de hoje teve inicio
em 1939, no Japão, quando um dermatologista chamado
Dr. Okuda, trabalhando com pacientes queimados, começou
a transplantar enxertos de pele de couro cabeludo sadio
contendo cabelos para outras áreas queimadas do couro
cabeludo. Ele notou que esses enxertos continuavam produzindo
cabelos mesmo depois de transplantados.
Dr. Okuda faleceu durante a segunda Guerra mundial e sua
descoberta ficou perdida por muitos anos.
O engraçado é que ele nunca pensou em utilizar
essa técnica para tratamento da calvície.
Os princípios do transplante capilar moderno foram
redescobertos no começo dos anos 50 por um dermatologista
de New York chamado Dr. Norman Orentreich.
Seus trabalhos foram rejeitados varias vezes,pois os cientistas
não creditavam que isso pudesse funcionar.
Dr. Orentreich foi a primeira pessoa a utilizar a técnica
de transplante capilar no mundo para tratamento de calvície.
Ele descobriu que o cabelo, quando transplantado, mantém
as mesmas características da área de onde
foi removido.
Isso significava que o cabelo retirado de uma área
que não continha o código genético
para a calvície, mantinha essa característica
quando transplantado para uma área calva.
Nascia assim o transplante capilar moderno.
Depois de experimentar inúmeros instrumentos para
remoção dos cabelos, DR. Orentreich optou
por usar punches de 4 a 5mm de diâmetro, o que corresponde
quase a largura de uma borracha de lápis.
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*
primeiros punches para remoção |
Com esses, ele removia fragmentos
arredondados de pele contendo as raízes dos cabelos
da área doadora e depois, com o mesmo instrumento,
fazia orifícios nas áreas onde esses enxertos
seriam transplantados. Esses fragmentos continham cerca
de 10 fios e eram transplantados no máximo de 20
a 30 enxertos desse tipo, ou seja, no máximo 300
fios de cabelo.
Com o passar dos anos os punches foram se tornando cada
vez menores, porém havia um problema. O dano das
raízes no momento da remoção era maior,
já que era maior o numero de incisões. Isso
gerava um alto índice de transsecção
de raízes, ou seja, os fios eram pegos mas não
suas raízes. Isso sem falar no aspecto estético
que mesmo tendo melhorado ainda deixava muito a desejar,
causando aquele aspecto artificial de cabelo de boneca.
* evoulução
dos punches |
aspecto artificial
(cabelo de boneca) |
| Por isso condenamos,
até hoje, o uso de punches, hand engine, etc....que
além de danificar as raízes no momento
da retirada, ainda danificam a área doadora,
deixando-a menos densa e com falhas aparentes. |

* remoção
de área doadora com punch e com hand engine
O problema foi
parcialmente resolvido quando começaram a remover
a área doadora com bisturi para depois dividi-la
em fragmentos menores a olho nu ou com auxilio de lupas.
Nascia a era dos mini e micro grafts que durou do inicio
dos anos 80 ate final década de 90.

Com ela houve uma melhora
significativa nos danos da área doadora,mas os resultados,
apesar de melhorarem muito, ainda continuavam insatisfatórios.
Essa técnica
só deixou de ser utilizada em 1994 com a introdução
da microscopia na cirurgia de transplante capilar, porém
alguns médicos infelizmente ainda a utilizam.
O Transplante
Capilar Hoje
Em 1994, Dr. Limmer, um dermatologista
de San Antonio, descreveu sua técnica de separação
das unidades foliculares com o uso de microscópios.
Ele notou que os cabelos não saiam um a um do couro
cabeludo um a um como se imaginava, mas sim em grupos de
1, 2 e 3 fios aos quais ele deu o nome de unidades foliculares.

Isso revolucionou a técnica
de transplante capilar. |